Hoje meu moço, meu jovem, meu AMIGO PARA VIDA INTEIRA completa 7 anos.
Fazem aproximadamente 3 (um pouco mais ou um pouco menos) anos que quem ganhou o presente fui eu, o presente de tê-lo por perto, o presente de poder lhe ensinar e com ele aprender, e muito.
Ganhei o presente de conhecer um amor que até então não conhecia, um amor que não se explica, um amor que se sente e se vive quase que de forma mágica.
Parabéns meu anjo, meu filho de coração. Já conversei com Deus algumas vezes e ele me prometeu que estará sempre lhe abençoando e lhe protegendo. Mas indiferente disso eu também SEMPRE estarei ao seu lado, indiferente do amanhã, sempre estarei pronto para você.

Como você já sabe lhe amo muito e lhe desejo tudo do melhor. Para mim desejo a oportunidade de poder estar sempre ao seu lado.
Nosso final de semana será cheio e muito divertido, em breve estaremos em viagem rumo a Balneário Camboriú passar o final de semana na casa dos bisavós maternos do Dudu. E para deixa-lo ainda mais feliz nosso pequeno irá passar o sábado com o pai biológico (o Dudu ainda não sabe). Fico muito feliz por ele mais estaria mentindo se escrevesse que não sinto ciúmes, mas é um ciúme bom, um ciúme que se mistura com um sentimento de superproteção. Sei perfeitamente o quanto este contato é importante e o quanto faz bem para nosso pequeno. Mas sobre este assunto falarei em outro post, já comentei um pouco no post “Dia dos Pais”.

Retomando o fato dos 7 anos. Cada idade é impar, cada momento é diferente e também diferente para cada criança (filho). No caso do Dudu os 7 anos está vindo acompanhado de mudanças de hábitos, algumas perguntas simples estão dando lugar para perguntas elaboradas ou questionamentos cada vez mais surpreendentes.

Hábitos como querer se “virar” sozinho, há algumas semanas eu estava assistindo televisão e de repente percebi que o silêncio tinha tomado conta do apartamento. Quem tem criança em casa sabe que geralmente um período de silêncio vem acompanhado de surpresas, sabendo disso resolvi dar pausa do filme e ir verificar. Fui até o quarto dele e não encontrei (ai ai ai), quando chego na cozinha vejo nosso pequeno arrumando bisnaguinha, nome utilizado pelo Dudu para pãezinhos. O processo já estava quase concluído, já tinha passado requeijão e colocado queijo e presunto, quando me preparei para chamar a atenção e explicar que ele deveria pedir ajuda ele vira para mim com aqueles olhos que me encantam e fala “fiz umas bisnaquinhas, você quer Gabriel?”. Tentei disfarçar mais não sabia se ria ou se chorava. Se ria pelo jeitinho dele e por ver que o mármore estava coberto de farelo de pão ou se chorava de felicidade por perceber que meu pequeno esta crescendo.
Ou ainda quando estamos todos assistindo filme e ele pergunta, “vamos fazer uma pipoca?” Antes mesmo de terminarmos de pronunciar o SIM ele pula do sofá e fala “pode deixar que eu faço”.  E não é que faz mesmo! Coloca no micro-ondas, esperar esfriar um pouco para poder abrir o pacote, separa em potes e traz até a sala. Só não podemos deixar ele colocar o sal, na verdade nem ele nem a mãe dele, pois não sabem o que é pouco sal (risos).

Sobre os novos questionamentos e comentários. “O mãe eu não adoro mais música nenhuma, ela fica na minha cabeça e não sai. Não vou mais jogar jogos que tem música”. (Mais risos).

Meu jovem, você me surpreende a cada dia e a cada dia lhe amo ainda mais.

Parabéns meu filho.